
Diante da modernidade, os costumes, modo de pensar, agir sempre estão em profunda mudança. O que era proibido ontem, pode não ser hoje; o que era certo, pode já mais não ser amanhã. É com este paradigma, que nós que defendemos a regulamentação da Maconha vamos ganhando espaço cada dia mais. Com argumentos científicos, paciência e sem violência, aos poucos vamos conseguindo mudar o pensamento dos mais conservadores.
Contudo, apesar de já termos conseguido conquistar várias vitórias nesta luta, é importante frisar que ainda precisa-se fazer muito. Apesar de toda a boa vontade da “galera” em organizar eventos, debates, marchas, precisamos ainda ter uma maior penetração dentro da política.
Digo isso, pois sabemos que para um projeto virar lei existe um trâmite muito grande, onde ele passa na mãos de várias comissões da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, até que se chegue ás mãos do presidente e ele possa ser sancionado ou não. Pior de tudo, é que até lá, nós ainda contamos com um fator que atrapalha e muito: em um Congresso Nacional, com quase 600 parlamentares, foi feita uma pesquisa sobre a descriminalização da Maconha – foi garantido o sigilo total- e apenas 67 dos Parlamentares se disseram à favor da causa.
Infelizmente, apesar de muitos discordarem comigo, eu contrario o pensamento dos meus amigos. Acredito sim, que estamos no caminho certo, porém ainda precisamos percorrer um longo e árduo caminho. Acho completamente utópico se pensar que no Brasil, já em 2012 ,teríamos um plebiscito sobre a regulamentação da Maconha ou qualquer outra coisa do gênero.
Apesar de termos muitas pesquisas ao nosso favor e a própria medicina mundial já ter confirmado os bens da Cannabis, temos que conseguir colocar isso principalmente na cabeça dos parlamentares denominados “da bancada evangélica”. Não se iludam, eles tem muito poder e influência e creio sinceramente que eles podem sim mudar o rumo de toda esta polêmica, a ponto de afirmar que eles serão a “chave” de uma possível regulamentação da Maconha no Brasil.
Para o nosso azar, o Brasil ainda é um país onde falta-se muita educação, e não é apenas nas classes pobres: basta ver a quantidade de parlamentar semi-analfabeto, eleito pelo povo. Os nossos políticos não pensam em que é melhor para o povo ou para uma maioria e sim eles pensam primeiramente na sua imagem e em sua possível reeleição. Prova cabal disto, é que você nunca vai ver nenhum candidato que realmente tenha chance de ganhar a eleição, falando sobre regulamentação da mesma em época de eleição!
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