"Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira".
(Che Guevara)
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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Você sabe como surgiu o conceito de cultivo indoor?

Podemos dizer que a primeira experiência usando lâmpadas, para simular o efeito do sol foi feita em 1893, quando o botânico Liberty Hyde Bailey usou as chamadas lâmpadas de arco voltaico, afim de realizar uma pesquisa que desvendasse os efeitos da radiação ultravioleta no ciclo de vida das plantas.

Porém apenas em 1920 começou-se a fazer de fato experiência com lâmpadas e Cannabis. Desta forma, foi que os pesquisadores americanos descobriram que o fotoperíodo influenciava de fato no período de floração da cannabis. Como estas descobertas na época foram muito reveladoras, ficou fácil para os cientistas aperfeiçoarem e chegarem ao método que conhecemos atualmente.

Quarenta anos mais tarde, o cultivo indoor de qualquer espécie de planta acabou virando uma verdadeira febre entre as classes sociais da época. Era muito comum você ver nas casas vários objetos decorativos em que era normal o cultivo de plantas que se utilizasse de luz artificial. Como não poderia deixar de ser, a Cannabis também embarcou nessa onda, e justo nesta época foi que criou-se algumas revistas especializadas em cultivo indoor de Marijuana. Uma das primeiras coletâneas que ensinava o cultivo de Cannabis, denominada “How to Grow the Finest Marijuana Indoors Under Lights”, firmava um marco histórico no que diz respeito ao cultivo da Cannabis. Os conceitos antes passados boca a boca, agora estavam documentados em uma coletânea sem precedentes.

Este método de cultivou acabou por se difundir mais ainda, principalmente em países em que quase não se via o sol - como todos nós sabemos, a Cannabis é uma espécie que precisa de muita luz para crescer forte e saudável.

A força tarefa criada para combater o cultivo e o uso da Cannabis e outras drogas, denominados “guerra as drogas” , que foi amplamente divulgada na década de 70,acabou ainda mais por disseminar estes conceitos do cultivo indoor, pois esse método chamava muito menos atenção e era mais fácil de não atrair olhares de curiosos.

Atualmente, este tipo de cultivo ainda continua em franca expansão, principalmente em países onde a lei ainda é repressora quanto ao uso de drogas, porque ainda sim é uma saída muito interessante para quem não quer se envolver no ciclo da violência e do tráfico de drogas.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Você sabe o que acontece com seu corpo, quando você fuma Maconha?

O principal componente ativo da maconha, o THC, se liga a dois tipos principais de receptores: o CB1, mais proeminente no sistema nervoso central, e o CB2, mais encontrado no resto do organismo. Esses receptores são ativados por substâncias produzidas por diversos tipos celulares, incluindo os neurônios.

Essas substâncias são, por isso, chamadas de canabinoides endógenos, ou endocanabinoides. São como “maconhas” produzidas pelo nosso organismo. Os endocanabinoides são protagonistas numa complexa rede de mecanismos fisiológicos, metabólicos, sensoriais, comportamentais, cognitivos e emocionais, que agem de forma integrada para manter a homeostase (equilíbrio do ambiente interno do organismo) em situações de normalidade e em situações pós-estresse.

Basicamente, o sistema endocanabinoide, composto pelos endocanabinoides por si e seus receptores, funciona como orquestrador de alterações de ajuste a flutuações normais e, sobretudo, como coordenador de ajustes necessários ao retorno do organismo à normalidade após a adaptação aguda a algum tipo de estresse. Por isso, o THC da maconha gera simultaneamente e de forma mais intensa um conjunto grande de efeitos dos quais nosso próprio organismo lança mão normalmente para lidar com flutuações diárias e/ou situações adversas.

Assim, a maconha causa sensação de relaxamento psicológico, relaxamento muscular e maior capacidade de introspecção (aumenta o foco e a atenção em aspectos específicos e diminui a atenção em aspectos dispersos do ambiente). Aumenta a percepção, a sensibilidade e a apreciação lúdica, estética e hedônica de todos os sentidos (olfação, gustação, audição, tato, visão e propriocepção).

Diminui a sensação de dor, diminui a ansiedade. Aumenta a criatividade e dificulta o pensamento objetivo, que é substituído por uma capacidade atípica de integração de ideias, conceitos e emoções de forma mais flexível e subjetiva. Melhora a capacidade de gerar imagens mentais. Reduz transitoriamente a memória de curto prazo e, por isso, distorce a noção de tempo, aumenta o apetite, atrasa a sensação de saciedade e elimina náuseas.